Brasil prevê que a recuperação do turismo se consolidará apenas no final de 2020

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Brasil prevê que a recuperação do turismo se consolidará apenas no final de 2020
Sex 17 de abril de 2020

Com perdas de mais de US $ 2,6 bilhões somente em março, o setor de turismo brasileiro está procurando maneiras de sair de uma crise que põe em risco cerca de 100.000 empregos formais


O país, no entanto, já está implementando políticas para apoiar o setor e prepará-lo para o mundo pós-Covid-19, adiando o pagamento de impostos e opções de financiamento para as PME, que representam cerca de 80% da população. empresas da posição.
Uma pesquisa da Associação Brasileira de Operadores de Turismo (Braztoa) entre suas afiliadas, mostrou que as agências de turismo perderam cerca de 3,9 bilhões de reais (cerca de 780 milhões de dólares) entre março e abril devido à pandemia de covid-19 . O valor é equivalente a um quarto de todo o faturamento do setor em 2019.
A pesquisa de Braztoa confirma que 96% dos consumidores cancelaram ou adiaram viagens programadas para abril; 94,2% dos contratados para maio e 63,5% dos contratados para junho. No curto prazo, a situação é dramática: 91% prevêem que não registrarão vendas até o final de abril. A normalização gradual da atividade é esperada apenas a partir de agosto, quando os cancelamentos atingem 26,9%, segundo a pesquisa da Braztoa.
Os números do efeito da pandemia no turismo são desencorajadores de onde você os vê. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, CNC, o setor já perdeu mais de 14.000 milhões de reais - cerca de 2.800 milhões de dólares - desde a segunda quinzena de março, com o fechamento de fronteiras e o freio à atividade. O golpe é decisivo para um setor cuja renda representa cerca de 8% do PIB brasileiro e gera cerca de sete milhões de empregos diretos e indiretos em todo o país.

Em meio à emergência sanitária, os poderes do Estado brasileiro apresentaram diversas iniciativas nos últimos dias para ajudar um setor composto por 80% das pequenas e médias empresas. Os mais importantes são os seguintes:
 

Os governos federal e estaduais de vários estados do Brasil decidiram adiar o pagamento de impostos, em uma medida que beneficia PMEs, microempresários e indivíduos: os vencidos entre abril e maio foram adiados para o último trimestre do ano. Estima-se que o Tesouro pare temporariamente de receber pagamentos em torno de 80.000 milhões de reais, cerca de 16.000 milhões de dólares.
Um relaxamento dos contratos de trabalho com o objetivo de salvar empregos. A medida, por meio de decreto do governo federal, permite às empresas, de acordo com seus trabalhadores, a suspensão dos contratos de trabalho por até 60 dias e a redução de horas e salários de trabalho por até 90 dias. A perda de renda dos trabalhadores será parcialmente compensada por pagamentos do Estado.
As empresas do setor de turismo e entretenimento estavam isentas de reembolsar pagamentos a usuários por serviços não prestados devido à pandemia; portanto, as cobranças podem ser reagendadas ou resgatadas até 2021. No caso de cancelamento de eventos ou reservas, o provedor do serviço O serviço pode, em vez de reembolsar o valor, reagendar a estadia ou o bilhete, contratar outro serviço ou negociar algum tipo de compensação, sem "custo adicional, taxa ou multa para o consumidor", desde que a solicitação seja feita dentro de 90 dias. dias a partir de 8 de abril.
A Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo, Embratur, lançou a campanha "Fique em Casa" no final de março, na qual convidava turistas internacionais a visitar o Brasil quando as viagens fossem feitas com segurança. O Ministério do Turismo lançou a campanha "Não cancele, adie!", Na qual o público é convidado a viajar uma vez possível, sem gerar grandes prejuízos para os prestadores de serviços turísticos. "Se as viagens não forem canceladas, mas adiadas para outra época, o setor mantém sua força para uma recuperação posterior", afirmou o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), estatal, anunciou uma linha de crédito para que pequenas e médias empresas possam pagar suas folhas de pagamento por dois meses. A oferta é para empresas com receita anual entre US $ 72.000 e US $ 2 milhões. O valor total da linha de crédito será de 40.000 milhões de reais (cerca de US $ 8.000 milhões), dos quais 85% serão subsidiados pelo Tesouro Nacional. Para as empresas, será oferecido um período de carência de seis meses e o pagamento poderá ser realizado em até 36 parcelas, com uma taxa de juros de 3,75% ao ano.

O Senado federal aprovou um projeto que cria uma linha de ajuda financeira para o setor de turismo, que dará acesso a créditos até 30 de junho, com juros de 3,75% ao ano, e o pagamento poderá ser feito em até 36 parcelas. . As empresas, em troca, não poderão demitir seus funcionários (exceto por justa causa) no período entre a data da contratação do empréstimo e 60 dias após o recebimento da última parcela do dinheiro. O valor do empréstimo será, no máximo, 50% do faturamento bruto da empresa em 2019. O programa terá recursos da ordem de 2.720 milhões de dólares (13,6 bilhões de reais) e será operado pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco Estatal do Brasil, que contribuirá com 20% dos recursos, e o restante será desembolsado pelo governo federal. A proposta - que beneficiaria mais de seis milhões de empresas e 28 milhões de funcionários - ainda não foi aprovada pelos deputados e sancionada pelo Poder Executivo.

"Em meio a essa emergência, o governo está procurando alternativas para ajudar um setor dinâmico e um grande gerador de empregos, como o turismo. Estou otimista e considero que conseguiremos superar essa crise de proporções bíblicas antes de 2021, ao lado daqueles que sofrem perdas. e eles querem se recuperar para continuar recebendo quem visita este país maravilhoso ", disse Gilson Machado Neto, diretor-presidente da Embratur.

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