Reabertura de fronteiras, destinos no centro da cena

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Reabertura de fronteiras, destinos no centro da cena
Source: Twitter @BOG_ELDORADO
20 de outubro de 2021

Com as novas medidas sanitárias anunciadas, geração de demanda volta a ser prioridade para recuperar mercados


Ninguém duvida que a Covid-19 e sua crise sanitária ainda não foram resolvidas, mas passo a passo os países com melhor situação abrem fronteiras, anunciam medidas e reativam o turismo. Desta forma, a promoção da marca país, a presença em feiras internacionais e claro as campanhas publicitárias é novamente uma prioridade. 

Há um fato que não pode ser ignorado, o turismo não é mais o mesmo, portanto cada centavo investido deve ser pensado a partir da concepção da evolução que estamos vivenciando. É até hora de antecipar, de estudar bem o terreno e pensar no próximo passo. A esta altura, é importante destacar que nem todos os destinos nas Américas apresentavam a mesma situação anterior à crise. Tendo em conta que existem alguns mais maduros ao nível da oferta turística, mais ideias surgirão para servir aquela procura que está ansiosa por retomar.

Aqui, compartilhamos aspectos fundamentais a serem levados em consideração para criar ou aumentar a demanda: 

  • Segurança sanitária: Ter selos como o Safe Travels do WTTC pode posicionar o destino pelo menos nos primeiros anos pós-cobertos. As providências tomadas - e bem comunicadas - se refletirão no aumento das reservas de certo tipo de viajante que prioriza esse aspecto.
     
  • Comunicação 360: A estratégia neste domínio pode ser decisiva, identificar o público correcto, chegar com mensagens claras e contundentes e sobretudo utilizando os meios correctos, irá potenciar a recuperação a médio prazo sem dúvida. Neste ponto, o novo perfil do turista pós-pandêmico e suas necessidades não podem ser ignorados, um pequeno erro na campanha pode fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso. Também será importante se adaptar a cada nicho de mercado.
     
  • Tecnologia para conhecer o viajante: a inovação tem um papel fundamental no estudo de cada visitante potencial um a um, ferramentas baseadas em inteligência artificial permitirão o desenvolvimento de novos produtos e serviços para gerar demanda e manter contato permanente durante o fique no destino.
     
  • As agências de viagens e sua principal contribuição: Esta crise demonstrou o valor de contar com empresas e profissionais capacitados que, minuto a minuto, contribuem com seu grão de areia para resolver as circunstâncias que afetam a experiência do turista em um destino.
    Graças ao papel de geradores, proporcionam tranquilidade aos seus clientes apoiando, recomendando mais e melhores alternativas e até oferecendo seguros para que a sua estadia seja segura e agradável.
     
  • Turismo 365: Esta pandemia e o consequente encerramento das fronteiras têm permitido aos estados criar e reposicionar novos destinos, é um fenómeno que vai se consolidando gradualmente, o ajustamento sazonal sempre foi um factor fundamental em alguns países onde o turismo é uma indústria importante. A nova oferta que deve surgir supõe o objetivo de não depender da sazonalidade, muito pelo contrário. Devem ser buscadas alternativas para receber o turismo ao longo do ano com propostas inovadoras. 
     
  • Consolidação do nômade digital: Embora muitos funcionários estejam voltando aos escritórios, para muitos o teletrabalho veio para ficar, isso abre as portas para colocar um foco firme nos nômades digitais como uma fórmula para expandir a oferta: Colaboração entre as diferentes entidades que fazem o destino e os diferentes tipos de alojamento serão essenciais para atrair uma procura que procura novos destinos e que é um factor fundamental no ajustamento sazonal.
     
  • Compromisso com o turismo inclusivo: A acessibilidade, cada vez mais crescente devido em parte ao envelhecimento da população, continuará a crescer de forma justa e a proporcionar maior conforto não só às pessoas com necessidades especiais, mas também ao resto da população. Não podemos esquecer que a acessibilidade é essencial para 7% da população, boa para 40% e confortável para 100%. 
     
  • Respeito ao meio ambiente: a sustentabilidade já era uma tendência crescente antes da pandemia. Agora, deve se tornar uma condição sine qua non para os setores público e privado. Não se trata de não crescer, mas de fazê-lo de forma responsável, aproveitando todos os recursos sem comprometê-los. Valorizar graças ao próprio turismo é uma das chaves e um dos pilares fundamentais do turismo regenerativo. Os viajantes que optam por esse tipo de turismo não querem mais sair do lugar como o encontraram. Agora querem sair melhor após a passagem devido à participação nas atividades típicas da região, respeitando o destino como se fosse sua casa, deixando dinheiro e contribuindo para o desenvolvimento econômico local. O turismo rural e suas variantes serão decisivos nesta nova era do turismo que nos é apresentada. 
     
  • Trabalho conjunto: As sinergias entre estados e empresários nesse contexto não deixam espaço para mesquinharias ou falta de diálogo. Uma relação construtiva é mais necessária do que nunca na reconstrução de um setor danificado.
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