O setor hoteleiro colombiano em risco desde o Covid-19

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O setor hoteleiro colombiano em risco desde o Covid-19
Sex 24 de abril de 2020

A Cotelco divulgou hoje um relatório que revela a situação frágil do mercado hoteleiro


A recente crise gerada pela expansão do COVID 19 em todo o mundo e, é claro, seu impacto na Colômbia expôs a fragilidade do setor de turismo e hotelaria diante de eventos dessa magnitude, traduzida em paralisia de sua atividade produtiva e, com isso, o drama de milhares de famílias que obtêm seu sustento da chamada indústria sem chaminés.
Um dos elos mais afetados corresponde ao setor hoteleiro, considerando que é trabalhoso e possui altos custos fixos. Embora o setor hoteleiro na Colômbia seja heterogêneo, é composto por 26.438 estabelecimentos, a maioria (82,5%) pequenos ou com menos de 20 quartos, sendo frequente fora das principais capitais, empresas familiares ou microempresas que geram uma oportunidade de renda para Colombianos e as regiões onde estão localizados.

Com base nas análises realizadas pelo Centro Colombiano de Pensamento em Turismo - CPTUR, uma unidade de pesquisa e reflexão composta pela COTELCO e UNICAFAM, a hospitalidade como atividade econômica, juntamente com os serviços de alimentação, contribui com 3,9% do PIB do país e gera uma média de 110.000 empregos.
As medidas econômicas e sociais de emergência e isolamento social surpreenderam o setor hoteleiro, que viu a necessidade de paralisar sua atividade produtiva, razão pela qual mais de 80% dos hotéis na Colômbia estão atualizados. Hoje fechado ao público e aqueles que mantêm as portas abertas, apresentam uma ocupação média de 2,89%.

As medidas econômicas e sociais de emergência e isolamento social surpreenderam o setor hoteleiro, que viu a necessidade de paralisar sua atividade produtiva, razão pela qual mais de 80% dos hotéis na Colômbia estão atualizados. Hoje fechado ao público e aqueles que mantêm as portas abertas, apresentam uma ocupação média de 2,89%.

De acordo com os estudos de operação hoteleira realizados anualmente pela COTELCO, o setor hoteleiro do país gera uma receita anual de 14,4 trilhões de pesos, o que significa que a cada mês de atividades de encerramento representa uma diminuição na receita de 1,2 trilhão de pesos e 110.000 empregos em risco dada a previsível recuperação lenta do setor.

O estudo "Emprego no setor de turismo: análise de indicadores trabalhistas para a Colômbia 2007-2017", conduzido pelo Centro de Pensamento em Turismo - CPTUR, indica que a maioria da população está ligada a atividades turísticas e, especificamente, a hotelaria, corresponde a mulheres, com idades entre 14 e 35 anos, pertencentes aos estratos 1 e 2, muitas delas mães chefes de família com nível máximo de ensino médio. Sem dúvida, a dificuldade da hospitalidade para cobrir a folha de pagamento é transferida para uma dificuldade social das pessoas que obtêm seu sustento da hospitalidade.
Com base no estudo de cargos e salários que a COTELCO realiza a cada dois anos, 84,5% dos trabalhadores do setor têm renda menor ou igual a dois salários mínimos legais. Da mesma forma, com base neste estudo, estima-se que a folha de pagamento mensal do setor hoteleiro seja de 210.000 milhões de pesos, portanto, o setor exigiria, para cobrir a população de baixa renda, cerca de 180.000 milhões de pesos mensais.

Dada a extensão da quarentena até 11 de maio e esperando iniciar a reativação das operações em meados de maio, o cenário, mesmo otimista, permite estimar uma ocupação de 30,84% até o final de 2020, cerca da metade dos a ocupação média alcançada em 2019.

Por fim, considerando o cenário exposto, a estrutura do setor hoteleiro na Colômbia e o valor estimado do investimento necessário para construir e disponibilizar um espaço ao mercado, a crise do COVID 19 põe em risco não apenas 110.000 empregos na economia, mas que também coloca em uma situação crítica uma formação bruta de capital estimada em 56 trilhões de pesos, representada na infraestrutura hoteleira que o país possui hoje.

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