Brasil incentiva turistas a adiar seus planos e visitar seus destinos no futuro

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Brasil incentiva turistas a adiar seus planos e visitar seus destinos no futuro
Marcelo Álvaro Antonio
Seg 13 de abril de 2020

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, comentou: "Estamos tomando todas as medidas possíveis para proteger os direitos do consumidor e ajudar as empresas a enfrentar as adversidades"


MTur, estados e associações do setor incentivam viajantes a manter planos para o futuro e visitar destinos nacionais após a superação do coronavírus.

Cresce o número de estados que, em meio a restrições causadas pelo novo coronavírus, estimulam turistas a adiar o sonho de fazer as malas e visitar seus destinos. Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo, além do Distrito Federal, entre outros, usam perfis nas redes sociais para exaltar atrativos, aguçar a vontade e sugerir a retomada de viagens após a pandemia.

“Nos vemos em breve”, “estaremos esperando por vocês” e “a pandemia vai passar; o turismo, não” são algumas das mensagens divulgadas por diferentes Unidades da Federação. As iniciativas se somam à campanha digital ‘Não cancele, remarque!”, lançada nesta quarta-feira (08.04) pelo Ministério do Turismo. A ação busca proporcionar a manutenção de pacotes e serviços contratados, permitindo a preservação de milhares de empregos no segmento. 

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, incentiva a adesão ao movimento e destaca esforços para garantir acordos entre empresas e clientes. “Estamos adotando todas as medidas possíveis para resguardar o direito do consumidor e ajudar as empresas a enfrentarem adversidades. Prova disso é a publicação da Medida Provisória 948, elaborada conjuntamente com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, que disciplina estas negociações”, enfatiza. 

A MP 948, que integra o rol de ações do MTur para superar impactos do coronavírus, trata da situação de serviços, reservas e eventos turísticos e culturais em meio à pandemia. O texto aborda as hipóteses de remarcação, de garantia de crédito para uso ou abatimento futuro e da restituição de valores. Caso o prestador não ofereça tais opções, ele deverá reembolsar o cliente em até 12 meses após o fim do quadro de emergência, com correção monetária.

Os consumidores poderão optar por uma das alternativas sem qualquer custo adicional, taxa ou multa, desde que a solicitação ocorra no prazo de 90 dias a partir da publicação da MP. Uma nota técnica conjunta dos ministérios do Turismo e da Justiça reforça a necessidade de os serviços se registrarem na plataforma Consumidor.gov.br. O site do governo federal viabiliza a mediação online, minimizando o risco de judicialização das demandas.

CAMPANHAS - O incentivo à manutenção de planos por parte dos viajantes também é o mote de uma campanha digital lançada pela Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur). Um vídeo em português, inglês e espanhol sugere que estrangeiros aguardem o fim da pandemia para visitar o país, frisando que os atrativos nacionais seguem à espera dos turistas de outras nações. 

A tentativa de convencer o visitante a postergar viagens conta ainda com o apoio de entidades do trade turístico. A Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV), por exemplo, encampou o lema “Adia!”, a fim de preservar a sustentabilidade econômica do segmento. A Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) segue a mesma linha, propagando o discurso “não cancele seus sonhos, não cancele sua viagem. Apenas adie!’”.

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