Brasil prevê perdas superiores a US $ 6,5 bilhões

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Brasil prevê perdas superiores a US $ 6,5 bilhões
Sex 20 de março de 2020

A gigante sul-americana sofrerá entre 75% e 100% de cancelamentos em viagens corporativas e de lazer


O volume de receita do setor de turismo brasileiro caiu 16,7% somente na primeira quinzena de março, em comparação com o mesmo período do ano passado, representando uma perda equivalente a R $ 2,2 bilhões, cerca de US $ 448 milhões. As autoridades temem demissões em massa imediatas.

A estimativa do CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), divulgada nesta quinta-feira (19) no Rio de Janeiro. O governo federal está pedindo ao Congresso que relaxe temporariamente a legislação trabalhista das empresas de turismo afetadas, garantindo o pagamento imediato da compensação aos funcionários demitidos.

"Sem essas medidas, pelo menos 380 mil pessoas poderiam perder o emprego imediatamente", disse o ministro do Turismo Marcelo Alvaro Antonio, em comunicado divulgado no YouTube, onde também explicou as facilidades para o financiamento de pequenas e médias empresas do setor que sofrem os ataques da crise.

Na quarta-feira, oito entidades turísticas locais pediram ao governo de Jair Bolsonaro assistência financeira imediata para cobrir as despesas de pessoal, pois elas enfrentam a possibilidade de fechamento devido à crise global que o setor está passando devido à pandemia de Coronavírus.

Os setores hoteleiro, parque e entretenimento estão em estado de emergência, dizem eles, dado o cancelamento de 75 a 100% das reservas nos próximos meses. Em uma carta aberta enviada ao governo, oito entidades solicitaram ajuda financeira para pagar os salários de um setor que emprega diretamente 400.000 pessoas e gera um total de um milhão de empregos indiretos.

O pedido, dizem os empresários, busca garantir a continuidade de empregos e renda no valor de 31,3 bilhões de reais, cerca de 6,5 bilhões de dólares.

"Enfatizamos que não se trata apenas de perdas pontuais e imediatas, mas da desarticulação e falência da cadeia turística nacional, que podem ter consequências permanentes para a economia do país", afirma o comunicado assinado por entidades como Resorts Brasil ( Associação Brasileira de Resorts); Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH); Fórum de Operadores Hoteleiros no Brasil (FOHB); Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA); Associação Brasileira de Viagens de Luxo (BLTA); Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (SINDEPAT); Associação de empresas de parques de diversões no Brasil (ADIBRA) e União Nacional de CVBx e Entidades de Destino (UNEDESTINOS) "

O turismo é uma atividade crucial para a economia brasileira, que gera cerca de 8% do PIB nacional e responde por sete milhões de empregos em todo o país, segundo dados oficiais. O CNC, tomando como referência as taxas de crescimento do vírus na China, prevê que o pico da crise no Brasil será na segunda quinzena de abril.

"O governo brasileiro está analisando e executando medidas de auxílio destinadas aos setores mais afetados pela pandemia, uma vez que o turismo é um dos motores da economia brasileira; também estamos adotando medidas preventivas e educacionais para evitar o menor contágio. Possível: sairemos dessa crise como um exemplo para o mundo ", afirmou Gilson Machado Neto, diretor-presidente da Embratur, a agência de promoção do turismo internacional no Brasil.

Nos últimos dias, companhias aéreas como Gol, Latam, Americana e Norueguesa, entre outras, suspenderam seus voos para o Brasil. Os governos do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília emitiram regulamentos para limitar a circulação de pessoas em espaços públicos, e monumentos emblemáticos do país, como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, foram fechados.

Na semana passada, os ministérios da Saúde, Economia, Justiça e Segurança Pública, Turismo e a Agência Nacional de Aviação Civil emitiram uma declaração conjunta na qual afirmavam que nenhum destino turístico no Brasil está em risco de sofrer o coronavírus e que o perigo de A poluição com ela é muito menor do que a que existe para outras doenças no caso de viagens pelo território nacional. A nota esclareceu que as mudanças nos critérios referentes ao assunto serão divulgadas pelo Ministério da Saúde.

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