Eventos plurais e diferença de geração

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Eventos plurais e diferença de geração
Ter 17 de dezembro de 2019

Luciane Leite, diretora da WTM Latin America, compartilha conosco sua visão do presente e do futuro da indústria de convenções


Por Luciane Leite, diretora da WTM Latin America

O Brasil está envelhecendo. A afirmação é uma descoberta do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que projeta que até 2060 32% da população brasileira terá 60 anos ou mais. Existem muitos fatores que indicam esse envelhecimento natural do país. O aumento da expectativa de vida e a diminuição das taxas de natalidade são dois deles.

Até 1980, ao analisar a idade média dos brasileiros, o gráfico parecia piramidal, revelando uma população jovem muito maior que a dos idosos. No gráfico atual, as faixas etárias de 25 a 54 anos já são mais representativas, e isso também afeta a força de trabalho que o país tem à sua disposição.

Afinal, estamos preparados para empregar gerações tão diferentes?

Esta questão está presente nesta reflexão, mas também vai além. As empresas estão considerando contratar capital humano há mais de 45 anos? As duas perguntas parecem falar de universos opostos, mas na verdade se referem a um ambiente de trabalho atual e rotineiro.

Se por um lado temos jovens de 20 a 25 anos com pouca experiência e, portanto, com poucas oportunidades de trabalhar no mercado de trabalho, por outro, temos profissionais mais maduros, com conhecimento, formação, experiência e vontade de preencher espaços que As empresas não as fornecem devido à idade.

Tenho o prazer de dizer que, com mais frequência, ouvi histórias de empresas que estão começando a entender essa idéia e contratando profissionais com mais de 50 anos de idade "o que me dá esperança", ao mesmo tempo em que estão dando oportunidade aos jovens que estão iniciando suas carreiras aprender, desenvolver e melhorar no mercado de trabalho.

Em nossa indústria do turismo, assim como em feiras e eventos, a realidade não é diferente. E aqui, voltamos à primeira pergunta: estamos preparados para empregar e gerenciar pessoas de gerações tão diferentes?

Deveríamos estar! A pluralidade de gerações deve ser vista cada vez mais como um desenvolvimento natural que oferece oportunidades. As diferentes formas de pensar, as experiências de cada pessoa e sua maneira de ver e se posicionar no mundo nos tiram do comum e nos levam a melhorar processos e até humanizar relacionamentos.

Mais do que uma reflexão sobre as diferentes gerações, o mercado precisa olhar, entender e absorver a força de trabalho de diferentes perfis. A presença da comunidade LGBTQ +, diferentes raças, diferentes crenças, todas coexistindo no mesmo ambiente, entre outros fatores, gera, da mesma maneira que uma abordagem multidisciplinar nos grupos de trabalho, soluções e inovações para o mercado com possibilidades e linhas diferenciadas que interagem e convergem com mudanças no mercado e no comportamento das pessoas.

O estudo de diversidade Delivering Trought Diversity, realizado em 12 países e apresentado pelo consultor McKinsey and Co., forneceu informações valiosas para essa discussão. Das quase 1.000 empresas globais pesquisadas, aquelas com maior diversidade de perfis também foram as mais rentáveis.

As empresas multinacionais podem ser mais claras na definição de políticas de inclusão e o mercado brasileiro precisa analisar cuidadosamente essa questão da pluralidade e diversidade.

Tanto o setor de turismo quanto o setor de feiras e eventos, no qual eu, profissionalmente, devo me comprometer a desenvolver políticas de inclusão para essa fusão de gerações ou até torná-las tão naturais que a política é simplesmente um lembrete do que parece ser correto

O mercado dos EUA já possui leis aplicáveis. É por isso que eles são mais maduros quando se trata de contratar pessoas com mais de 50 anos. Outros países, como Cingapura, por exemplo, onde a pirâmide já está invertida, também se adaptaram a essa demanda.

A combinação da experiência de pessoas familiarizadas com os obstáculos enfrentados pelos setores econômicos e com os problemas do mercado, com a oxigenação de idéias como resultado da chegada ao setor de gerações que possuem muita energia para renovar, aprender e, em particular, , amadurecer profissionalmente, cria uma referência positiva para a continuidade do mercado e das melhores práticas adotadas.

Conhecemos a força e o potencial do turismo e o segmento de feiras e eventos para o país. São milhões de empregos gerados direta e indiretamente, uma economia próspera e uma capacidade impecável de se adaptar a novas demandas e novos tempos.

Lançar luz sobre a questão da diversidade e as conquistas reais decorrentes dessa ação é um fator diferencial que irá gerar ainda mais competitividade e responsabilidade social para essa cadeia. Vale a pena refletir e, em particular, fazer benchmarking em empresas e países que já possuem esse compromisso de tornar o mercado de trabalho cada vez mais plural. Você sabia que aqui, na Reed Exhibitions, já implementamos essa abordagem mais cuidadosa e transparente?

 

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