Na última edição da WTM Latin America, a rede hoteleira reforçou sua posição na América Latina com números positivos, uma importante reforma em Cancún e novas inaugurações em destinos estratégicos como Peru e Argentina. Em entrevista à Travel2Latam, Quijano detalha a situação atual e as perspectivas.
O que o mercado brasileiro representa para vocês dentro da sua estratégia regional?
O Brasil é um dos parceiros mais importantes para o nosso segmento, especialmente em operações turísticas. Temos registrado um crescimento consistente ano após ano. Por exemplo, este ano alcançamos um aumento de 60% nas viagens para a República Dominicana, o que reflete a importância deste mercado para nós.
Como você vê a evolução de destinos importantes como o México e a República Dominicana?
O México está recuperando suas reservas, em parte graças à flexibilização dos requisitos de visto. É um destino que às vezes passa por situações que reduzem a demanda, mas sempre consegue se recuperar. Por outro lado, a República Dominicana continuou crescendo nos últimos anos, principalmente no mercado brasileiro, onde estamos vendo números muito expressivos.
Um dos anúncios recentes foi a renovação de um hotel icônico em Cancún. O que você pode nos contar sobre isso?
O Paradisus Cancun é um dos maiores projetos do ano. Ficou fechado por nove meses para uma reforma ambiciosa, com um investimento de US$ 50 milhões. Os quartos, áreas comuns, restaurantes e centro de convenções foram todos renovados. É um hotel icônico na zona hoteleira, com arquitetura muito representativa da cultura local, e está retornando ao mercado com uma oferta completamente atualizada. Possui 773 quartos totalmente reformados.
Além de Cancún, quais outros projetos vocês estão desenvolvendo na região?
Temos um plano de expansão muito forte nas Américas. Em breve, inauguraremos um hotel boutique em Lima, próximo à Plaza de Armas, e também um projeto em Bariloche, na Argentina. Ambos farão parte da marca Meliá Collection, que reúne propriedades de grande valor devido à sua localização, história ou arquitetura. É uma marca na qual estamos investindo bastante.
Como está o andamento da agenda internacional do grupo?
Mantemos uma agenda bastante ativa. Participaremos do Dominican Annual Tourism Exchange (DATE), um dos eventos mais importantes do Caribe, onde teremos reuniões com parceiros da Europa, Estados Unidos, Canadá e América Latina.
Em um contexto global em constante mudança, como está se comportando a demanda?
Como uma empresa presente em 44 países, algumas regiões são sempre mais afetadas do que outras. No entanto, as Américas continuam muito dinâmicas. Por exemplo, após uma queda na demanda da Ásia, vimos o Caribe recuperar sua proeminência. O México está crescendo de forma mais moderada, enquanto a República Dominicana continua sua expansão constante.
Olhando para grandes eventos como a Copa do Mundo, quais são as suas expectativas?
Estamos preparando atividades especiais em nossos hotéis, mas a demanda ainda é fortemente influenciada por fatores como passagens aéreas e custos de hospedagem. Nos mercados da América Latina, muitas decisões são tomadas de última hora, então ainda não vimos um volume significativo de reservas.
O segmento MICE sempre foi fundamental para a Meliá. Quais são as projeções para este ano?
É um segmento muito forte para nós. Temos metas ambiciosas e continuamos a impulsionar seu crescimento, apoiados por investimentos em reformas de hotéis e melhorias nas instalações, especialmente em espaços para eventos e convenções.