O turismo ativo está se consolidando como uma das tendências mais relevantes no turismo global, impulsionado por um perfil de viajante que busca se conectar com os destinos a partir de uma lógica mais participativa, baseada em movimento, exploração territorial e contato direto com o meio ambiente natural.
Nesse contexto, as ofertas ao ar livre passaram por uma evolução significativa, deixando de ser associadas exclusivamente a atividades esportivas específicas para se integrarem a um conceito mais amplo de viagem, onde aventura, natureza e experiência são articuladas como componentes estruturais da oferta turística.
Internacionalmente, vários destinos estão começando a se posicionar como líderes nessa transformação. Nos Alpes, por exemplo, o esqui transcendeu seu caráter sazonal para se tornar uma porta de entrada para um estilo de vida na montanha durante o ano todo, incorporando atividades como trekking, ciclismo e experiências em grandes altitudes.
Da mesma forma, no norte dos Estados Unidos e no Canadá, os parques e reservas naturais ganharam importância devido ao desenvolvimento de infraestrutura voltada para viagens de longa distância, permitindo que a experiência da natureza seja combinada com acessibilidade e serviços que facilitem sua inclusão em circuitos turísticos mais amplos.
Na América do Sul, a Cordilheira dos Andes está se consolidando como um dos principais cenários para esse tipo de experiência, com uma oferta que integra diversidade geográfica, uma ampla gama de paisagens e diferentes possibilidades de exploração adaptadas a múltiplos perfis de viajantes.
Nesse contexto, o sul do Chile se posiciona como uma das regiões com maior potencial no segmento de turismo ao ar livre. Em particular, as Termas Chillán fazem parte dessa nova geração de destinos que oferecem uma variedade de experiências em um único local.
Durante a temporada de inverno, o destino se caracteriza por oferecer rotas de esqui que atravessam paisagens vulcânicas e florestas nativas, gerando condições de descida variáveis dependendo do terreno e ampliando as possibilidades para além das pistas tradicionais.
Nas demais estações do ano, o ambiente se transforma em um espaço propício ao desenvolvimento de atividades como caminhadas e percursos mais longos, onde o foco se desloca para a experiência da jornada e a interação com a paisagem.
Em conjunto, esses destinos compartilham uma característica central: a capacidade de estruturar propostas turísticas baseadas na exploração do território, integrando diferentes atividades em uma mesma experiência e respondendo a uma crescente demanda por formas mais dinâmicas de viajar, ligadas ao meio ambiente natural.