O Dia Mundial da Água é comemorado todos os anos em 22 de março desde 1993, quando foi instituído pelas Nações Unidas para aumentar a conscientização sobre a importância da água doce e promover sua gestão sustentável.
Atualmente, a pressão sobre esse recurso está aumentando: 2,2 bilhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso à água potável, enquanto apenas uma pequena fração da água do planeta é adequada para consumo. O crescimento populacional, as mudanças climáticas e a atividade econômica estão intensificando essa situação, posicionando a água como um dos maiores desafios globais.
Nesse contexto, o turismo está diretamente envolvido. A atividade requer grandes volumes de água para seu funcionamento diário — desde acomodações e restaurantes até infraestrutura de lazer —, o que gera um impacto significativo, especialmente em destinos com recursos hídricos limitados ou alta sazonalidade.
Do ponto de vista da sustentabilidade, o uso da água tornou-se um foco estratégico para o setor. Consumo eficiente, reutilização de águas cinzas, investimento em tecnologias de baixo impacto e gestão responsável de recursos são práticas cada vez mais adotadas por empresas e destinos que buscam se alinhar aos padrões internacionais.
Além disso, a gestão da água impacta não apenas o meio ambiente, mas também a dimensão social do turismo sustentável. O acesso equitativo à água entre turistas e comunidades locais torna-se um aspecto fundamental para a prevenção de conflitos e para a garantia de um desenvolvimento equilibrado.
Nesse sentido, a água desempenha um papel central nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, particularmente no que diz respeito ao acesso universal e ao uso responsável, objetivos que também se estendem ao setor turístico. A disponibilidade desse recurso influencia não apenas o desenvolvimento de novas ofertas turísticas, mas também a viabilidade contínua de destinos já consolidados.
Nesse cenário, o Dia Mundial da Água serve como um apelo à ação para o setor: integrar a sustentabilidade à gestão da água deixou de ser uma tendência e se tornou uma exigência para a resiliência e a competitividade do turismo a longo prazo.
Fonte: Nações Unidas / UNESCO / Turismo da ONU