A Air Canada está conduzindo um dos mais relevantes processos de modernização de frota de sua história. A companhia prevê a chegada de cerca de 90 novas aeronaves de fuselagem larga e estreita nos próximos anos, um movimento que deve ampliar sua capacidade de expansão internacional.
Segundo Rocky Lo, Managing Director de Vendas Internacionais da Air Canada, essa renovação abre novas possibilidades de crescimento em diversos mercados globais, incluindo o Brasil.
“A Air Canada terá 90 novas aeronaves chegando nos próximos cinco anos e buscamos diferentes oportunidades potenciais para voar globalmente e o Brasil é um destes destinos”, afirma Lo.
O executivo ressalta que a estratégia de crescimento dependerá também do trabalho conjunto com parceiros locais. “Uma vez que os 90 novos aviões cheguem nos próximos quatro ou cinco anos, a empresa poderá realizar seu potencial de expansão. O trabalho com parceiros locais, como o trade do turismo, governos e aeroportos, será crucial para encontrar essas oportunidades”, explica.
Conectividade global amplia o papel do Brasil na malha da companhia
Com presença crescente em diferentes regiões do mundo, a Air Canada busca fortalecer sua posição como uma companhia aérea global. A empresa já conecta diversos países da América Latina e tem ampliado sua rede em várias regiões estratégicas.
“A Air Canada é uma empresa aérea global e está cada vez mais ampliando sua malha, conectando o mundo”, destaca Lo.
Atualmente, a companhia opera voos para Brasil, México, Peru, Chile, Argentina, Colômbia, Guatemala, Costa Rica, Belize e diversos destinos no Caribe. Entre as expansões recentes estão o retorno das operações para Lima e a nova rota entre Santiago e Montreal, além de voos anunciados para Quito a partir de Toronto e Montreal.
A empresa também reforça sua presença em outras regiões, com rotas como Toronto–Madri e um voo sazonal para Sapporo, no Japão.
De acordo com Lo, a estratégia da companhia vai além da conexão entre Canadá e Brasil. “Nossa missão vai além de levar canadenses ao Brasil e brasileiros ao Canadá, queremos conectar os viajantes para onde quer que eles queiram ir e nossa malha aérea permite isso”, afirma.
Um dos pontos fortes da operação é a facilidade de conexões nos aeroportos canadenses. “Facilitamos a conexão no Canadá nesta jornada para os viajantes brasileiros, já que os voos do Brasil chegam cedo em Toronto e Montreal, permitindo conexões para todo o Canadá, mais de 50 aeroportos nos Estados Unidos e também para Ásia, Oceania, Oriente Médio, Caribe e Europa”, explica.
Diferenciais competitivos reforçam presença no mercado brasileiro
O mercado internacional de aviação permanece altamente competitivo, especialmente em rotas estratégicas que conectam América do Sul e América do Norte. Para se destacar nesse cenário, a Air Canada aposta em diferenciais operacionais e de serviço.
“O mercado de aviação é altamente competitivo, e a Air Canada está acostumada a isso. A empresa se concentra em seus pontos de venda únicos”, afirma Lo.
Um dos principais diferenciais é a operação de voos diretos entre Brasil e Canadá, além da infraestrutura de apoio ao passageiro nos aeroportos canadenses.
Outro destaque é o processo de pré-liberação de imigração dos Estados Unidos disponível nos aeroportos de Toronto e Montreal. Esse sistema permite que passageiros em trânsito realizem os procedimentos de imigração ainda no Canadá, desembarcando posteriormente em terminais domésticos nos Estados Unidos.
Segundo Lo, esse processo pode reduzir significativamente o tempo de espera. “Permite aos passageiros em trânsito desembarcarem em terminais domésticos em mais de 50 aeroportos nos Estados Unidos e passar pela imigração em menos de 90 minutos, sem precisar pegar a bagagem”, explica.
A Air Canada também oferece voos para os três principais aeroportos da região de Nova York — JFK, LaGuardia e Newark — ampliando as opções para os passageiros que seguem viagem dentro dos Estados Unidos.
Gastronomia e cultura canadense ganham destaque na experiência a bordo
A experiência do passageiro se tornou um elemento central na estratégia das companhias aéreas. Na Air Canada, iniciativas ligadas à gastronomia e ao design de cabine fazem parte desse posicionamento.
A empresa mantém parcerias com chefs canadenses renomados para desenvolver seus menus a bordo em diferentes classes de serviço.
“A Air Canada faz parceria com chefs canadenses renomados para projetar seus menus a bordo, não apenas na cabine Signature, mas também na Premium Economy e Economy”, explica Lo.
Na Signature Suite — lounge exclusivo para passageiros da classe executiva em Toronto e Vancouver — os clientes encontram inclusive um restaurante com serviço à la carte.
A companhia também desenvolve menus específicos para determinadas rotas, adaptados à cultura gastronômica dos destinos. Em voos para o Japão, por exemplo, são oferecidos menus Kaiseki criados por chefs canadenses de origem japonesa.
Segundo Lo, a proposta é levar aos passageiros uma experiência que represente a identidade do país. “A empresa busca que os clientes experimentem a cultura canadense, a amizade, a diversidade e a sustentabilidade a bordo”, afirma.
Tecnologia, expansão e qualidade de serviço orientam prioridades
Após um período recente de recuperação operacional e resultados financeiros positivos, a Air Canada segue focada em fortalecer sua presença global.
De acordo com Lo, as prioridades estratégicas envolvem a modernização da frota, a adoção de novas tecnologias e a melhoria contínua do serviço ao passageiro.
“A prioridade da Air Canada continua a ser melhorar o serviço visando o conforto dos passageiros, aquisição de melhores tecnologias e equipamentos com cabines modernas”, explica.
O executivo destaca ainda a importância da relação com parceiros do setor. “Também priorizamos o atendimento próximo aos nossos parceiros operacionais e a competitividade baseada nas entregas”, afirma.
Com a chegada das novas aeronaves e a ampliação da rede internacional, a companhia busca consolidar sua posição como uma transportadora global capaz de conectar passageiros a diferentes destinos ao redor do mundo.
Reportagem e foto: Mary de Aquino.