—Quais são os objetivos da MSC Cruzeiros ao participar de uma feira comercial tão importante como a ANATO?
Em primeiro lugar, estamos lançando um novo destino no Caribe: a República Dominicana. A partir de 16 de novembro, iniciaremos nossas operações a partir do Porto de La Romana, com uma partida semanal durante todo o ano.
Será um produto caribenho que não exigirá visto americano e, para a maioria dos passageiros latino-americanos, nem visto algum. Esta é uma proposta que temos desenvolvido internamente há anos e que foi finalmente confirmada no ano passado. Aproveitamos a ANATO para apresentá-la oficialmente ao mercado colombiano e a todos os países participantes da feira.
—Como você descreveria o estado atual da empresa na América Latina?
A MSC está em constante crescimento. Planejamos lançar um navio por ano até 2031. Além disso, há dois anos lançamos nossa linha de luxo, Explora Journeys, que receberá seu terceiro navio este ano e tem mais três em construção.
Na América Latina, a marca tem crescido muito fortemente e, hoje, competimos em pé de igualdade com empresas que atuam nesses mercados há mais tempo. Isso exige que mantenhamos uma presença forte, apoiando agentes de viagens e operadores turísticos, mas estamos muito confiantes em nosso desenvolvimento futuro.
—Como é a oferta global da MSC hoje em dia?
Nossa oferta é totalmente global: temos navios no Mediterrâneo, no norte da Europa, nos Emirados Árabes Unidos, na Ásia, na América do Sul e no Caribe.
O Mediterrâneo continua sendo nosso principal mercado no verão europeu. No Caribe americano, observamos um crescimento significativo: oito navios operarão a partir dos Estados Unidos, com partidas de Miami, Port Canaveral, Nova York, Galveston e Seattle para o Alasca.
Além disso, inauguramos recentemente nosso próprio terminal no Porto de Miami, atualmente o maior do porto, ao lado do MSC World America. Na América do Sul, mantemos uma forte presença na Argentina e no Brasil durante o verão.
—A nova classe de navios marca uma nova etapa para a empresa…
Sim, nos últimos dois anos temos lançado os navios da classe World Class, que podem acomodar até 6.800 hóspedes. O World Europe e o World America já foram apresentados, o World Asia chegará este ano e mais quatro estão em construção.
Esse crescimento exige a abertura de novos mercados, destinos e portos. A América Latina é um mercado altamente cobiçado devido ao grande número de clientes potenciais e porque nosso produto, com suas raízes italianas e toque internacional, se encaixa perfeitamente no perfil latino-americano.
—Um dos produtos que nos diferenciam é o Yacht Club. Como funciona?
O Yacht Club é um "iate dentro de um navio". É comparável à primeira classe na indústria aérea, mas para o mundo dos cruzeiros.
Trata-se de um setor exclusivo localizado na proa, com check-in prioritário, mordomo 24 horas, suítes, piscina e restaurante privativos, solário exclusivo, pacote de bebidas premium e internet inclusos.
Permite aos hóspedes escolher entre privacidade e exclusividade ou integrar-se à experiência geral do navio quando desejarem. É um produto que fez uma diferença significativa e foi muito bem recebido nos mercados da América Latina.
—O público latino está exigindo esse tipo de cabine premium?
Sim, com certeza. Em todos os mercados, há passageiros que procuram esse nível de produto. Se compararmos o custo-benefício com a classe executiva, a relação experiência/preço é muito competitiva.
O desafio é conscientizar, treinar agentes de viagens e demonstrar seus benefícios. Essas categorias geralmente esgotam rapidamente, pois o número de suítes é limitado.
—Quais outros pontos fortes diferenciam a MSC hoje?
Temos uma ilha particular no Caribe, incluída na maioria dos roteiros partindo dos Estados Unidos, inclusive com pernoite em alguns casos.
Além disso, a empresa é patrocinadora global da Fórmula 1 e da equipe Alpine, o que nos proporciona significativa visibilidade internacional. A partir do nosso escritório regional, contamos com uma estrutura sólida na América Latina, com executivos de contas na Colômbia, Chile, Uruguai e Argentina, que prestam suporte comercial de perto.
Após a ANATO, iniciaremos uma série de apresentações itinerantes pelo Paraguai, Chile, Peru, Equador, Argentina e novamente Colômbia, com sessões de treinamento e apresentações do novo produto.