Quais são os objetivos do Panamá ao promover suas atrações na Colômbia?
A Colômbia é um dos nossos mercados prioritários: é a segunda maior fonte de turistas para o Panamá, depois dos Estados Unidos. Existe uma ligação muito forte, tanto por via aérea como através de canais culturais e comerciais, razão pela qual mantemos sempre uma presença no país.
Estamos aqui para reforçar a mensagem de que o Panamá é muito mais do que cidades e praias. Os colombianos já nos associam a essa imagem, mas queremos mostrar que também oferecemos gastronomia, aventura e cultura. Nossas pesquisas indicam que os viajantes colombianos estão cada vez mais interessados em experiências de aventura e ofertas culturais, e temos muito a oferecer nesse sentido.
O Panamá oferece uma riqueza de experiências diversas em pouco tempo: você pode estar na costa do Pacífico observando baleias e jantar no centro histórico na mesma noite; explorar a Rota do Café nas terras altas e em Boquete; surfar em Santa Catalina, mergulhar em Coiba ou visitar Pedasí para testemunhar a desova das tartarugas. Você também pode aproveitar Portobelo, Taboga — a apenas 20 minutos da cidade — ou combinar as costas do Caribe e do Pacífico em uma única viagem.
Nosso objetivo é transmitir toda essa diversidade tanto para atacadistas quanto para agências, para que eles possam ampliar a oferta ao turista colombiano.
Além da OTAN, quais são as prioridades estratégicas do Panamá para 2026?
Um dos nossos principais focos é o segmento de reuniões, incentivos, conferências e exposições (MICE). Oferecemos incentivos para eventos realizados no Centro de Convenções Amador e na ATLAPA. Atualmente, temos aproximadamente 80 reservas para convenções de médio e grande porte. O turismo MICE é estratégico porque muitas pessoas vêm a trabalho e depois retornam como turistas.
Outro pilar fundamental é o programa de escalas com a Copa Airlines. Ultrapassamos a marca de 200.000 passageiros em 2025 e ampliamos o período de estadia permitido de dois para sete dias. Além disso, envolvemos o setor privado: hotéis, restaurantes, bares, museus e atrações oferecem benefícios especiais para incentivar os passageiros a prolongarem sua estadia e explorarem o país.
Estamos também a reforçar o segmento de cruzeiros. A Royal Caribbean International opera como porto base em Colón desde outubro passado, e o acordo estende-se até abril de 2027. É um produto muito atrativo para os colombianos, especialmente para aqueles que não possuem visto americano, pois podem combinar um cruzeiro com compras, atividades culturais ou aventuras no Panamá.
Além disso, o seguro turístico foi relançado, oferecendo cobertura médica durante a estadia e reforçando a sensação de segurança que o país já proporciona.
Que outras ferramentas você está implementando para impulsionar o marketing?
Estamos trabalhando com um programa de microsegmentação voltado para agências de viagens. Contratamos uma empresa que oferece contato direto, treinamento e suporte de vendas para que os agentes possam entender melhor o produto e vendê-lo ao consumidor final. Cerca de 3.400 agências já participam do programa.
Além disso, lançamos um livro de cupons que oferece mais de US$ 500 em benefícios em 50 estabelecimentos participantes para quem se hospedar por pelo menos quatro noites consecutivas. É uma ferramenta concreta para incentivar estadias mais longas e o aumento do consumo no destino.
A culinária panamenha está ganhando cada vez mais reconhecimento internacional. Que lugar ela ocupa dentro da estratégia geral?
É um pilar fundamental. Hoje, o Panamá orgulha-se de ter vários restaurantes que figuram no ranking dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo. Entre eles, o Maíto, do chef Mario Castrellón; além do La Tapa del Coco, da Cantina del Tigre e de outros projetos que refletem a imensa riqueza da nossa culinária.
Nossa culinária é uma poderosa fusão de influências afro-caribenhas, chinesas, europeias e latino-americanas, com matérias-primas excepcionais graças à nossa localização entre os oceanos Atlântico e Pacífico. Além disso, o país fez progressos significativos na formação profissional, elevando o padrão de todo o setor.
O Panamá é frequentemente descrito como o centro das Américas. Como a conectividade impacta o crescimento do turismo?
A conectividade é um dos nossos maiores trunfos. Através da Copa Airlines e de outras companhias aéreas como Iberia, Air Europa, Air France e Aeromexico, o Panamá conecta-se a mais de 90 cidades. Somos o hub das Américas, o que facilita muito o acesso tanto para o mercado colombiano quanto para viajantes do mundo todo.
Queremos ser anfitriões do mundo e continuar a mostrar que o Panamá é muito mais do que o Canal: é natureza, cultura, gastronomia e experiências diversas num único destino.