Vitrina Turística da ANATO: Curaçao reforça seu compromisso com a Colômbia e o Cone Sul com mais conectividade e novos hotéis

O destino caribenho participa com 22 parceiros e projeta um crescimento sustentável em 2026, com foco em sustentabilidade, turismo de incentivo, congressos, eventos e exposições (MICE) e expansão aérea da região

(Source: Travel2latam)

No âmbito do ANATO Tourism Showcase, a Travel2latam visitou o estande do Escritório de Turismo de Curaçao, onde conversou com Wilma Gonzalez, Coordenadora Comercial e de Eventos; Gerardo Fajardo, Líder de Estratégia de Desenvolvimento de Negócios para a América Latina; e Iris Carrasco, coordenadora para o Cone Sul, sobre as expectativas para o destino em 2026, seus novos desenvolvimentos e a evolução da conectividade regional.

Quais são as suas expectativas para esta edição da ANATO?

—Estamos presentes na mais importante vitrine do turismo colombiano, representando o destino ao lado de 22 parceiros e com um estande estrategicamente localizado. Este ano, a feira projeta um aumento de quase 12% na participação em comparação com 2025, o que a torna uma oportunidade com enorme potencial para consolidar ainda mais a marca e dar maior visibilidade ao destino.

Quem os acompanhou no estande e como foi organizado o evento?

—Este ano temos 22 marcas, duas a mais que no ano passado. Se tivéssemos mais espaço, poderiam ter sido ainda mais. Organizar o evento é uma tarefa enorme que realizamos em conjunto com nosso escritório na Colômbia. É um processo exigente coordenar a participação de todos os parceiros, mas estamos totalmente preparados para receber os visitantes.

Que novidades Curaçao oferece em termos de hotéis e produtos?

—Em 2026, serão inaugurados dois novos empreendimentos: um hotel Marriott International e um TUI Blue. O destino está vivenciando um crescimento muito dinâmico, não apenas em termos de hospedagem, mas também em atrações e ofertas turísticas. A diversificação de experiências está em constante expansão.

Quais são os objetivos estratégicos para este ano, especialmente no mercado colombiano?

—Até 2026, projetamos um crescimento de pelo menos 6% na Colômbia, com uma estratégia focada na experiência do viajante. Estamos trabalhando arduamente no desenvolvimento de produtos e no aumento da visibilidade das iniciativas de sustentabilidade. Nosso objetivo é consolidar o segmento de natureza e impulsionar o crescimento responsável, preservando as riquezas naturais da ilha.

Que lugar o segmento MICE ocupa dentro dessa estratégia?

—Este ano, queremos fortalecer nosso segmento MICE. Nos últimos dois anos, recebemos vários grupos da Colômbia, mas estamos preparados para atrair muito mais. Trabalharemos mais de perto com operadores turísticos, agências especializadas e empresas, em coordenação com nosso escritório local.

A conectividade tem sido fundamental para o crescimento. Qual é o panorama atual?

—Da América Latina, temos 14 voos semanais da Avianca partindo de Bogotá. A Wingo também opera voos durante todo o ano partindo de Medellín e voos sazonais partindo de Bogotá.

A LATAM Airlines juntou-se recentemente à rede com três voos semanais na rota Bogotá-Curaçao. Além disso, contamos com as operações da Copa Airlines via Panamá, o que facilita as conexões a partir da parte sul do continente.

Partindo da Argentina, por exemplo, a conectividade via Bogotá permite ligações com Buenos Aires e Córdoba, o que impulsionou significativamente o fluxo proveniente do Cone Sul.

Quais são seus objetivos para a Argentina e outros mercados do sul?

—A Argentina se consolidou como o principal mercado do Cone Sul. Em 2025, recebemos 22.900 passageiros argentinos e, para 2026, nossa meta é chegar a 29.000.

Em relação ao Uruguai, Paraguai e Chile, projetamos um crescimento mínimo de 6%. No total, estimamos ultrapassar 40.000 passageiros provenientes do Cone Sul este ano.

Esperamos também um aumento do número de visitantes do Peru, com uma meta de 8.500, impulsionado pela conectividade regional.

Como o destino está se preparando para sustentar esse crescimento e garantir uma boa experiência?

—É um esforço conjunto entre o escritório de turismo, o governo e o setor privado. Estamos desenvolvendo produtos turísticos focados em praias, vida noturna, gastronomia e novas atrações. Além disso, operadores turísticos e hoteleiros estão trabalhando juntos para garantir uma experiência positiva para os visitantes desde o momento da chegada.

O segmento de cruzeiros também está em expansão. Qual o papel que desempenha?

"É essencial. Muitas pessoas descobrem um destino através de um cruzeiro e depois voltam para ficar vários dias. Por isso, é crucial que a experiência do passageiro ao chegar de navio seja excelente. Este ano, esperamos a chegada de mais navios, o que continuará a impulsionar esse efeito de retorno."

Além do sol e da areia, que eventos se destacam no calendário anual?

—Temos uma agenda muito cheia. Celebramos o Carnaval em fevereiro e teremos eventos como o Oceanman, o Soul Beach — que este ano será realizado na ilha — e o Curaçao North Sea Jazz Festival. Tentamos oferecer atividades que incentivem estadias mais longas praticamente todos os meses.

Como evoluiu a duração da estadia e os gastos dos visitantes colombianos?

—Antes, a estadia média era de quatro noites; agora é de mais de cinco. Também observamos um aumento nos gastos por passageiro. Isso é muito positivo, pois demonstra que os visitantes estão explorando mais a ilha, saindo do hotel e vivenciando experiências diferentes.

Se você tivesse que recomendar uma experiência imperdível, qual seria?

—Recomendamos alugar um carro por pelo menos dois ou três dias para explorar a ilha. Curaçao não é um destino exclusivamente all-inclusive; possui uma enorme diversidade de praias, bairros históricos, cultura e gastronomia que valem a pena descobrir.

Quais pratos são imperdíveis?

Um dos pratos mais tradicionais é o keshi yena, um queijo recheado com carne temperada. Ensopados e sopas também são muito típicos, incluindo a sopa de iguana. A culinária é bastante diversificada graças à convivência de mais de 55 nacionalidades na ilha.

O que torna Curaçao especial do ponto de vista cultural?

—É um destino multicultural e multilingue. Papiamento, neerlandês, inglês e espanhol são falados nativamente, além de outros idiomas. Essa mistura cultural se reflete na gastronomia, nos eventos e no cotidiano.

Como você descreveria a experiência de chegar ao seu destino?

—O aeroporto é eficiente e fácil de usar. Mesmo em horários de pico, o processo costuma ser tranquilo. Os visitantes encontram facilmente opções de transporte: aluguel de carros, táxis ou traslados organizados. Tudo foi pensado para tornar a chegada simples e agradável.


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