O executivo detalhou como a plataforma vem apoiando empresas brasileiras na busca por previsibilidade sem comprometer a experiência do colaborador.
O evento foi realizado nos dias 23 e 24 de fevereiro e reuniu líderes do setor de viagens e eventos corporativos para discutir eficiência, governança e inovação na mobilidade empresarial.
Desafios na gestão da mobilidade corporativa
Para Pedro de Aquino, Diretor Sênior de Produto, Crescimento, Vendas e Desenvolvimento de Negócios na DiDi/99 para Empresas, o principal entrave das companhias brasileiras ainda está na falta de controle consolidado.
“Hoje, o principal desafio das empresas brasileiras está na falta de visibilidade consolidada sobre os gastos com mobilidade. Muitas organizações ainda operam com políticas descentralizadas, reembolsos manuais e pouca integração entre áreas, o que dificulta a previsibilidade orçamentária e governança”, afirma Aquino.
Ele destaca que existe uma pressão crescente por eficiência sem prejudicar a jornada do colaborador. “Hoje, as empresas precisam ter mais controle sobre os gastos com mobilidade, mas sem dificultar o dia a dia do colaborador, especialmente em um cenário em que as viagens voltaram a crescer e as equipes estão mais distribuídas pelo país.”
Segundo o executivo, a proposta da 99 para Empresas é centralizar e organizar esse processo. “A 99 para Empresas nasce justamente para atender essa demanda: oferecer uma plataforma que organiza, centraliza e traz inteligência para a gestão dos deslocamentos corporativos”, explica.
Tecnologia como ponto de equilíbrio entre custo e experiência
A personalização de políticas e a integração via API foram apontadas como diferenciais estratégicos da solução.
“A tecnologia é o ponto de equilíbrio. A plataforma permite criar políticas personalizadas por perfil de colaborador, centro de custo, horário ou categoria de serviço. Isso significa que a empresa mantém o controle estratégico, enquanto o colaborador continua utilizando um aplicativo que já faz parte da sua rotina”, diz Aquino.
Ele ressalta ainda o impacto direto na governança. “Com a integração via API, os dados das viagens podem ser conectados diretamente aos sistemas internos de gestão, facilitando auditoria, conciliação e análise de despesas. Isso reduz processos manuais, melhora a rastreabilidade e amplia a previsibilidade financeira. Ao mesmo tempo, a experiência do usuário permanece simples e intuitiva e esse equilíbrio é essencial.”
Segurança como pilar estrutural da operação
Durante o Lacte 21, a segurança foi apresentada como um dos eixos centrais da estratégia corporativa.
“A segurança é um pilar estrutural da nossa operação e ganha ainda mais relevância no ambiente corporativo”, afirma Aquino.
De acordo com ele, os clientes contam com recursos como verificação de antecedentes dos motoristas parceiros, código de segurança para início das viagens, botão de emergência, proteção contra acidentes pessoais, câmera 99, ligação de segurança, ligação anônima e compartilhamento de rota.
“Para o público corporativo, isso significa não apenas proteção individual, mas também maior tranquilidade para gestores, que conseguem acompanhar deslocamentos em tempo real e ter acesso a relatórios detalhados. Nosso foco é evoluir continuamente essas ferramentas, sempre combinando tecnologia, prevenção e transparência.”
Escala nacional com eficiência operacional
A capilaridade da operação foi outro ponto enfatizado pelo executivo. A 99 está presente em mais de 3.300 cidades brasileiras, incluindo todas as capitais, e conta com mais de 1,5 milhão de motoristas parceiros ativos. Atualmente, 75% das viagens são aceitas em menos de 60 segundos, segundo o executivo.
Para Aquino, essa estrutura é determinante para empresas com operações descentralizadas. A capacidade de manter eficiência em escala, segundo ele, é resultado de tecnologia, análise constante de dados e investimento contínuo na experiência tanto do passageiro quanto do motorista parceiro.
Presença internacional e aprendizados aplicados no Brasil
A empresa atua em diferentes continentes. Na América Latina, está presente no Brasil, México, Colômbia, Costa Rica, Peru, Chile, República Dominicana, Panamá, Argentina e Equador; na Ásia e Oceania, opera na China, no Japão e na Austrália.
“A atuação global da DiDi nos permite observar diferentes níveis de maturidade na mobilidade corporativa. Em alguns mercados, há uma adoção mais consolidada de plataformas integradas de gestão; em outros, o foco está na digitalização de processos que antes eram totalmente manuais”, explica Aquino.
Ele avalia que o Brasil se destaca pela rápida adoção de soluções digitais. “Aqui, as empresas buscam cada vez mais integração tecnológica e previsibilidade de custos, mas também valorizam muito a experiência do colaborador.”
Entre os aprendizados internacionais aplicados no país, ele cita o fortalecimento da governança de dados, o aprimoramento das ferramentas de controle e a evolução contínua dos recursos de segurança, sempre com adaptação às dimensões continentais e à diversidade operacional do mercado brasileiro.
Reportagem: Mary de Aquino.
Foto: Divulgação.