O tráfego aéreo na América Latina e no Caribe cresceu 3,8% em 2025 e ultrapassou 477 milhões de passageiros

A expansão foi impulsionada principalmente pelo mercado intrarregional, que representou 84% do crescimento líquido, com o Brasil, a Argentina e o Panamá como os principais motores do ano

(Source: Twitter @IATA)

O tráfego aéreo total de passageiros com destino, origem e dentro da América Latina e do Caribe atingiu 477,3 milhões de passageiros em 2025, representando um aumento anual de 3,8% em comparação com 2024, o equivalente a 17,5 milhões de passageiros adicionais. Esse crescimento foi impulsionado pelas operações dentro da própria região, que responderam pela maior parte da expansão anual.

A capacidade total de voos aumentou 2% em relação ao ano anterior, e a capacidade de assentos cresceu 3,1%, com uma média de 160 assentos por voo, comparada a 158 no ano anterior. Em termos operacionais, a capacidade, medida em assentos-quilômetro disponíveis (ASKs), aumentou 4,6%, enquanto a demanda, medida em passageiros-quilômetro pagos (RPKs), subiu 4,5%. A taxa média de ocupação foi de 83,7%. Dezembro foi um dos meses mais movimentados do ano, com 44,3 milhões de passageiros e um aumento de 5,4% em relação ao ano anterior.

O Brasil consolidou sua posição como o maior mercado aéreo regional, com 129,6 milhões de passageiros e um aumento de 9,4%, equivalente a 11,2 milhões de passageiros adicionais. Pela primeira vez, ultrapassou a marca de 100 milhões de passageiros domésticos e alcançou um recorde histórico no segmento internacional, com 28,4 milhões de viajantes. O tráfego entre Brasil e Argentina cresceu 29,7% e representou quase um terço do crescimento internacional do Brasil.

A Argentina registrou o maior crescimento percentual da região, com 33,3 milhões de passageiros e um aumento de 13,2%. O tráfego doméstico cresceu 9,1% e o internacional 18,2%, com forte expansão nas rotas para o Brasil, a República Dominicana e a Colômbia, em um contexto de maior abertura de mercado.

O Panamá registrou quase 21 milhões de passageiros, um aumento de 9% em relação ao ano anterior. O tráfego entre o Panamá e os Estados Unidos cresceu 8,1%, destacando-se em um cenário em que o tráfego total entre a América Latina e os Estados Unidos apresentou uma leve contração.

O México foi o segundo maior mercado da região, com 122,4 milhões de passageiros e um crescimento de 2,4%. O segmento doméstico avançou 3,3%, impulsionado principalmente por Monterrey e Guadalajara, enquanto o segmento internacional cresceu 1,5%. O mercado México-Canadá apresentou forte crescimento, embora o tráfego de e para os Estados Unidos tenha apresentado um leve declínio.

A Colômbia atingiu a marca de 57,5 ​​milhões de passageiros, representando um crescimento de 1,7%. O tráfego doméstico caiu 1,2%, afetado pela redução em Bogotá, enquanto o tráfego internacional cresceu 5,7%, com expansão nas rotas para o Peru, Equador e Brasil.

O Chile transportou 28,4 milhões de passageiros, um aumento de 0,8%. O tráfego doméstico caiu 1,5%, enquanto o tráfego internacional cresceu 3,9%, impulsionado pelas rotas para o Brasil e a Argentina. No mercado doméstico, as rotas ligadas à atividade de mineração atenuaram a queda.

O Peru apresentou um desempenho mais dinâmico, com 28,5 milhões de passageiros e um crescimento de 5,9%, tanto no segmento doméstico quanto no internacional, em um contexto de expansão da infraestrutura aeroportuária, incluindo a entrada em operação do novo aeroporto internacional de Lima.

No Caribe, a República Dominicana liderou o crescimento com 19,6 milhões de passageiros e um aumento de 3,1%, impulsionado pela maior capacidade para os Estados Unidos, Peru, México e Argentina. Em contrapartida, a Jamaica registrou uma queda de 7,7%, afetada pela contração do mercado americano e pelo impacto do furacão Melissa no último trimestre do ano.

Na América Central, a Costa Rica cresceu 3,2%, a Guatemala 3,8%, enquanto El Salvador registrou uma queda de 1,7%.

“O tráfego aéreo total na América Latina e no Caribe atingiu 477,3 milhões de passageiros em 2025, confirmando um ano estável e positivo para a região. O crescimento foi impulsionado principalmente pelas operações na América Latina e no Caribe, com a Argentina como o mercado com a maior expansão percentual, seguida pelo Brasil e Panamá”, disse Peter Cerdá, CEO da ALTA.

Os dados refletem um dinamismo sustentado que poderia acelerar com estruturas regulatórias mais eficientes e condições que favoreçam a competitividade do setor na região.

Fonte:
Associação Latino-Americana e Caribenha de Transporte Aéreo (ALTA)


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