O transporte aéreo internacional de carga com destino, origem e dentro da América Latina e do Caribe registrou um crescimento anual de 2,9% em novembro de 2025, medido em toneladas métricas transportadas, atingindo um total de 358.440 toneladas. Esse resultado representa um aumento em comparação com outubro, quando o crescimento foi de 0,9%, e confirma uma recuperação gradual no comércio aéreo regional.
O crescimento agregado concentrou-se em quatro mercados: Peru (+30%), Panamá (+10,8%), Argentina (+9,6%) e Chile (+9,3%). Em contrapartida, o Brasil e a Colômbia, os dois maiores mercados internacionais de carga aérea da região, mantiveram a tendência negativa, com novas contrações homólogas em novembro.
O Peru liderou a recuperação com seu melhor desempenho em 2025, impulsionado pelo aumento do comércio com os Estados Unidos, Equador e Colômbia. O mercado Peru-Estados Unidos, que representa 47% da carga internacional do país, cresceu 29,6% em relação ao ano anterior, enquanto a rota Lima-Miami registrou um aumento de 39,2%. No total, o Peru movimentou 27.400 toneladas métricas, consolidando-se como o sexto maior mercado da região.
Em novembro, o Chile ocupou a quarta posição entre os maiores mercados internacionais de carga aérea, com 43.120 toneladas transportadas, um aumento de 9,3% em relação ao ano anterior. Esse desempenho foi impulsionado pelo aumento do tráfego de e para os Estados Unidos, que representaram 54% da carga chilena. As exportações aéreas de frutos do mar cresceram 12,9%, enquanto as exportações de frutas registraram um aumento de 65% em relação ao ano anterior, tendo a China e os Estados Unidos como principais destinos.
O Panamá movimentou 22.926 toneladas métricas, representando um aumento de 10,8% em relação ao ano anterior, o que o torna o sétimo maior mercado regional. A Argentina foi o oitavo maior mercado, com 20.035 toneladas métricas transportadas, impulsionada por um aumento de 18% em suas exportações aéreas.
O Brasil, maior mercado da região, registrou uma contração anual de 5,6%, com movimentação de 74.755 toneladas métricas. A maior queda foi observada nos fluxos para os Estados Unidos, que recuaram 15% em relação ao ano anterior.
A Colômbia registrou uma contração anual de 4,3%, concentrada nas exportações aéreas para os Estados Unidos. No entanto, no período de janeiro a novembro, o país manteve um crescimento anual de 1,3%.
O México, terceiro maior mercado, movimentou 57.948 toneladas métricas em novembro, com um crescimento anual de 3,9%, impulsionado por maiores fluxos com os Estados Unidos e a China.
As exportações do Equador caíram 4,4% em relação ao ano anterior, afetadas pela redução das remessas para a Holanda e a Colômbia. A Costa Rica apresentou estabilidade com um leve crescimento de 0,3%, enquanto El Salvador registrou uma queda de 6,6%.
Segundo Peter Cerdá, CEO da ALTA, “os mercados que cresceram foram impulsionados por maiores volumes de e para os Estados Unidos, com a China contribuindo com crescimento adicional em alguns fluxos. Em contrapartida, o Brasil e a Colômbia registraram quedas devido a contratempos em sua dinâmica comercial com os Estados Unidos, confirmando o peso decisivo dos principais parceiros comerciais da região.”
Em termos de capacidade, as aeronaves de carga que operam de e para a América Latina e o Caribe totalizaram 837 milhões de toneladas-quilômetro, uma ligeira contração de 0,2%. O B777F consolidou sua posição como o principal contribuinte para a capacidade, seguido pelo B747, enquanto o A330F liderou o crescimento anual.
Fonte:
ALTA – Associação Latino-Americana e Caribenha de Transporte Aéreo.