A indústria aeroespacial iniciou 2026 com claros sinais de expansão. Em janeiro, um dos principais fabricantes mundiais registrou 112 encomendas líquidas de aeronaves comerciais, o maior volume para o mês desde 2012, em meio ao crescimento contínuo do tráfego aéreo e à renovação de frotas.
No mesmo período, foram concluídas 46 entregas, o melhor resultado para um mês de janeiro desde antes da pandemia. Do total, 37 aeronaves eram da família 737 MAX e cinco eram modelos 787 Dreamliner, programas essenciais para atender rotas regionais e de longa distância.
Esse desempenho consolida uma tendência positiva iniciada em 2025, quando a empresa atingiu seu maior volume de entregas desde 2018. A melhoria está ligada à maior estabilidade na cadeia de suprimentos, à normalização dos índices de produção e ao fortalecimento dos controles de qualidade em seus processos industriais.
As encomendas recebidas provêm de companhias aéreas e empresas de leasing de diversas regiões, com particular interesse em aeronaves de nova geração, mais eficientes em termos de consumo de combustível e com menor impacto ambiental. Esta procura reflete a expansão de rotas, o crescimento do tráfego internacional e as estratégias de sustentabilidade do setor.
A expectativa é de que as taxas de produção e entrega continuem aumentando até 2026, com foco em programas de aeronaves de corredor único e de fuselagem larga. Os resultados de janeiro refletem a retomada do crescimento sustentado no setor aéreo e uma recuperação gradual da confiança no mercado global.
Fonte: Boeing.