Ricardo Bezerra, gerente geral da área comercial da Azul Linhas Aéreas, detalha estratégia e fortalecimento da conexão aérea no Brasil

Executivo fala sobre a nova posição na companhia, o relacionamento com o trade, os investimentos em destinos nacionais e a ampliação das rotas internacionais

(Source: Mary de Aquino.)

Após mais de uma década à frente da área comercial da Azul Viagens, Ricardo Bezerra vive uma nova fase dentro da companhia aérea. O executivo assumiu recentemente o cargo de gerente geral da Azul Linhas Aéreas, passando a comandar toda a diretoria comercial de vendas, com foco na integração entre os diferentes segmentos do mercado e no fortalecimento da malha aérea nacional.

Nova posição amplia visão estratégica da companhia

A mudança representa um passo importante na trajetória de Bezerra dentro da Azul. “Depois dos meus 11 anos à frente da parte comercial da Azul Viagens, eu fui para a parte comercial da Azul, para assumir toda a diretoria comercial de vendas”, afirmou o gerente geral da área. Segundo ele, o novo desafio traz uma visão mais ampla do negócio, com atuação direta sobre todas as frentes comerciais da companhia.

O principal objetivo, de acordo com o executivo, é estreitar o relacionamento com o trade e demonstrar que diferentes modelos podem coexistir. “O papel principal é estreitar esse relacionamento com o trade, mostrar que os operadores podem coexistir com a própria Azul Viagens e dar atenção a todos os segmentos”, explicou Bezerra, citando operadoras, mercado corporativo, consolidadoras e OTAs.

Estratégias comerciais desenhadas para cada parceiro

Na prática, a nova estrutura comercial da Azul aposta em soluções personalizadas para cada parceiro. Segundo Bezerra, a companhia analisa individualmente o perfil e o potencial de cada empresa para construir estratégias mais eficientes e sustentáveis.

De acordo com Ricardo Bezerra, a Azul desenvolve uma estratégia comercial sob medida para cada parceiro, levando em conta as características e a força de cada negócio. Para ele, o sucesso da relação só é possível quando há ganhos para ambos os lados. “Se só eu estou ganhando e eles não estão ganhando, não funciona. O que funciona é nós dois, juntos, trabalharmos e oferecermos o melhor para o cliente final”, afirmou o executivo da Azul Linhas Aéreas.

Aposta consistente no turismo e nos destinos nacionais

O fortalecimento do turismo doméstico segue como um dos pilares da companhia. Presente em mais de 130 destinos no Brasil, a Azul mantém uma atuação próxima aos estados e destinos turísticos no Brasil, investindo não apenas em voos, mas também na promoção conjunta das regiões.

“A Azul é uma empresa que aposta no Brasil, que sempre apostou”, destacou Bezerra. Para ele, estimular o deslocamento interno é parte essencial da estratégia da companhia. “Quanto mais a gente consegue apoiar as pessoas a viajarem dentro do Brasil, é isso que a gente faz”, afirmou, ressaltando o diálogo constante com os governos estaduais para ampliar o fluxo de passageiros e fortalecer as economias locais.

Brasilidade como diferencial da Azul

Para Ricardo Bezerra, o grande diferencial da Azul está na capacidade de conectar o país de forma ampla, inclusive atendendo cidades do interior e mercados regionais. A diversidade da frota é um dos fatores que tornam essa estratégia possível.

“Hoje a gente tem aeronaves desde 9 assentos para os voos regionais, modelos com cerca de 70 lugares e jatos com 118, 136 e 174 assentos na malha doméstica, o que permite chegar praticamente a qualquer lugar”, explicou. Segundo Bezerra, essa capilaridade impacta diretamente o desenvolvimento regional. “A gente ajuda o empresariado local a levar seus produtos para grandes centros e contribui com cada microeconomia”, afirmou.

Ele reforça que a companhia vai além do transporte aéreo. “Eu falo que a Azul, além de ser uma companhia aérea, é uma empresa de pessoas que pensa e trabalha com as pessoas”, disse Bezerra.

Hubs fortalecem a conectividade nacional

A operação estruturada a partir dos hubs de Viracopos, Recife e Confins garante eficiência na malha aérea e amplia as opções de conexão para os passageiros. Segundo Bezerra, essa organização permite deslocamentos rápidos entre diferentes regiões do país.

“Através dos nossos três hubs, você consegue ir de um canto a outro do Brasil muito facilmente”, afirmou o executivo, reforçando o papel da Azul como elo entre grandes centros e cidades do interior.

Expansão internacional com rotas estratégicas

Além da forte presença doméstica, a Azul mantém uma atuação internacional focada em rotas estratégicas. Confins, em Belo Horizonte, concentra voos para Orlando e passa a contar com uma nova ligação para o Uruguai.

“Hoje Confins tem voos para Orlando e, a partir de março, começa a operação para Montevidéu, que já está à venda”, anunciou Bezerra. Na América Latina, a companhia também opera voos para Punta del Este, além de manter uma rota sazonal para Curaçao.

Segundo o gerente geral da área comercial da Azul Linhas Aéreas, a estratégia internacional complementa a malha nacional e amplia as possibilidades para o passageiro brasileiro, sempre com o olhar atento à conectividade do país. “O grande trabalho da Azul é conectar o Brasil e levar o brasileiro para qualquer lugar que ele queira ir”, concluiu.

Reportagem e foto: Mary de Aquino.


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