O que representa para a Mirai a participação numa feira internacional como a FITUR e quais são os seus objetivos?
Para nós, a FITUR é a nossa principal feira comercial. Fundada em Espanha, participamos continuamente há quase 30 anos. É a feira mais importante, não só para o mercado espanhol, mas também porque a FITUR é hoje uma das maiores feiras internacionais de turismo do mundo.
Este evento reúne hotéis independentes e grandes redes com as quais trabalhamos globalmente. Além disso, é a primeira feira comercial do ano, o que a torna um ponto de partida fundamental para definir a agenda do setor.
E o que significa FITUR para a EM Hotels?
A FITUR representa uma janela aberta para o mundo para todos os envolvidos no mercado turístico. Ela nos permite apresentar nossas ofertas hoteleiras, nossas estratégias de negócios e gerar conversas e parcerias para o futuro.
Vamos falar sobre a aliança entre a Mirai e a EM Hotels. Como ela surgiu e quais são seus objetivos?
A aliança surge com um objetivo muito claro: aumentar as vendas diretas da EM Hotels e tornar a operação mais rentável, reduzindo os custos de distribuição.
A rede possui uma forte presença de vendas online, especialmente para seus hotéis na Colômbia, como Cartagena e Bogotá. O foco é alcançar o maior nível possível de vendas diretas, reduzindo a dependência de terceiros — que continuam sendo importantes — e possibilitando um crescimento mais orgânico e sustentável. A parceria já está em sua fase final de implementação.
Da EM Hotels, como vocês avaliam a experiência com o Mirai desde a assinatura do contrato?
Foi uma empreitada muito interessante. Hoje, a integração tecnológica no turismo é fundamental e abrange diversas áreas que, se não forem gerenciadas corretamente, podem levar à perda de controle.
A proposta de impulsionar as vendas diretas por meio de uma ferramenta ágil, autogerenciável e eficaz foi fundamental para o avanço dessa parceria. A ideia é canalizar as vendas diretamente dos hotéis, reduzir a dependência de terceiros e aprimorar o controle dos negócios, ao mesmo tempo em que se fortalece a marca internacionalmente.
Com base na sua experiência combinada, quais ferramentas vocês consideram essenciais para otimizar as reservas e a gestão de hotéis?
As ferramentas tradicionais continuam sendo essenciais: um bom sistema de reservas, um design web sólido, uma estratégia de marketing clara e uma distribuição bem planejada para o usuário final.
Mas um dos principais focos hoje é a integração da inteligência artificial orientada ao hóspede. Os viajantes já utilizam plataformas como ChatGPT, OpenAI e Gemini para buscar hotéis com requisitos muito específicos. Os hotéis precisam estar preparados para responder a esses novos métodos de busca, que não são tendências futuras, mas sim uma realidade.
O objetivo é que essa demanda chegue diretamente ao site oficial do hotel e não dependa exclusivamente de intermediários.
Ao mesmo tempo, as vendas diretas permitem uma melhor comunicação da proposta de valor abrangente do hotel. A EM Hotels oferece serviços complementares de alto nível, como gastronomia diferenciada e experiências personalizadas. Dispõe ainda de suítes executivas com serviço de mordomo, algo incomum em destinos como Cartagena. Muitas vezes, esses serviços não são vendidos simplesmente porque não são comunicados, e esses canais permitem que sejam apresentados de forma eficaz.
Por fim, em que novos desenvolvimentos ou projetos você está trabalhando atualmente?
Estamos trabalhando em várias frentes. Por um lado, estamos aprimorando continuamente o sistema de reservas, que foi lançado recentemente e tem sido muito bem recebido devido à sua alta taxa de conversão.
Por outro lado, a integração da inteligência artificial na empresa otimizou os processos internos, reduziu o tempo gasto em tarefas repetitivas e melhorou a eficiência operacional. Em alguns departamentos, a carga de trabalho foi reduzida em até 40%, permitindo que mais tempo seja dedicado a tarefas estratégicas e a um melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal.