Turismo em 2026: mais inteligente, mais emocional e adaptado às necessidades do viajante

A TIS define o viajante deste novo ano, inspirado pelas redes sociais e que cria suas experiências com inteligência artificial, num contexto de transformação rumo ao turismo regenerativo

(Source: TIS)

A sexta edição do TIS – Tourism Innovation Summit, realizada de 22 a 24 de outubro em Sevilha, consolidou-se como o principal polo de conhecimento e inovação, identificando e consolidando os principais motores de transformação que estão redefinindo o turismo globalmente. Com a participação de especialistas e líderes mundiais, o evento ajudou a definir as oito áreas-chave que moldarão o futuro imediato de um setor fortemente influenciado pelo surgimento de novas tecnologias e inteligência artificial.

1. Um viajante mais consciente, seletivo e guiado por valores.

O turista de hoje não escolhe mais apenas com base no destino ou no preço, mas também se guia pela consistência. Ele dedica mais tempo ao planejamento — mais de cinco horas de pesquisa ativa — e analisa se a experiência está alinhada com seus princípios: autenticidade, sustentabilidade, impacto e cultura local.

2. A inteligência artificial se torna o novo agente de viagens.

A inteligência artificial deixou de ser apenas uma assistente; tornou-se uma ferramenta que planeja, sugere, corrige e guia você durante todo o processo. Ela cria roteiros completos em segundos, ajustando os planos com base em preferências, orçamento, valores e até mesmo humor. Os viajantes estão cada vez mais desconfiados dos mecanismos de busca tradicionais e optando por ferramentas conversacionais que oferecem soluções integradas, práticas e personalizadas.

3. Destinos gerenciados com dados

A superlotação deixou de ser apenas um fato isolado e tornou-se uma variável controlável. Graças à análise preditiva e aos dados operacionais, os destinos turísticos podem antecipar os picos de visitantes, proteger as comunidades locais e garantir uma experiência equilibrada. A Andaluzia, com a sua plataforma Nexus, exemplifica essa mudança de paradigma: monitoriza a ocupação, a mobilidade e os perfis dos visitantes em tempo real para tomar decisões mais responsáveis. O objetivo já não é simplesmente atrair mais visitantes, mas sim atrair visitantes melhores.

4. Do “turismo sustentável” ao turismo regenerativo

A sustentabilidade deixou de ser uma mera distinção e tornou-se um ponto de partida. Agora, surge uma ideia mais ambiciosa: o turismo regenerativo. Não basta simplesmente evitar causar danos; devemos contribuir. Isso significa proteger o meio ambiente, impulsionar as economias locais, fortalecer os laços com a comunidade e deixar um legado positivo.

5. TikTok, Netflix e influenciadores decidem a próxima viagem.

A decisão de viajar começa muito antes de você sequer pensar nisso. Um vídeo de 30 segundos pode despertar o desejo de visitar um destino com mais eficácia do que qualquer campanha publicitária tradicional. TikTok, Instagram Reels e YouTube se tornaram poderosas fontes de inspiração, especialmente quando o conteúdo é criado por moradores, guias e viajantes reais. São eles que mostram a cultura vibrante e os tesouros escondidos com autenticidade e paixão.

6. Identidade emocional da cidade: os destinos não são mais descritos, eles são contados.

Os destinos turísticos perceberam que não competem com fotos, mas sim com identidade. Exibir monumentos já não basta: é preciso transmitir cultura, propósito e estilo de vida. Assim, a marca da cidade torna-se narrativa, íntima e humana. Podcasts, experiências sonoras, histórias pessoais e vozes locais agora moldam a imagem do destino.

7. A jornada deixa de ser individualista: microgrupos baseados em afinidades se formam.

O crescimento das viagens solo agora coexiste com uma tendência complementar: microgrupos organizados em torno de interesses, valores ou estilos de vida em comum. São viagens de 10 a 15 pessoas que não se conhecem, mas compartilham uma abordagem semelhante a esse tipo de experiência. A principal diferença é que não se tratam de viagens organizadas, mas sim compartilhadas.

8. As acomodações estão evoluindo: de prestadoras de serviços a geradoras de experiências.

As acomodações não se diferenciam mais apenas pelo design, localização ou comodidades. Agora, elas se distinguem pela identidade, história e experiência. Isso deu origem a formatos híbridos, como hostels boutique, espaços de coliving e acomodações temáticas, que combinam tecnologia, comunidade e cultura local. A automação (check-in digital, controle por voz) também foi integrada de forma harmoniosa, coexistindo com o elemento humano.

Fonte: TIS.


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