Por mais de duas décadas, o SEO foi a principal ferramenta para que as marcas fossem encontradas no ambiente digital. No entanto, o modelo tradicional baseado em resultados e cliques está sendo substituído por mecanismos de inteligência artificial que não apenas listam links, mas geram respostas. Plataformas como ChatGPT, Gemini e Perplexity sintetizam informações e priorizam fontes confiáveis, dando origem a uma nova abordagem conhecida como GEO (Generative Engine Optimization).
Essa mudança tem um impacto direto na indústria do turismo. De acordo com estudos recentes, o tráfego proveniente de mecanismos de busca com inteligência artificial crescerá de forma constante nos próximos anos, e os usuários que acessam informações por meio de respostas geradas por IA demonstram maior intenção de compra. Nesse cenário, a competição não se resume mais a aparecer em primeiro lugar, mas sim a ser considerado uma fonte confiável.
A otimização está mudando seu foco de palavras-chave para a compreensão do conteúdo. A inteligência artificial analisa a coerência, a estrutura e a consistência narrativa de uma marca em todos os seus canais digitais. “Hoje, a inteligência artificial não busca palavras, mas sim consistência. As marcas que mantêm uma narrativa clara em seus sites, conteúdo e reputação digital são as que se tornam fontes confiáveis”, explica Steffy Hochstein, Diretora de Mídias Sociais e Performance da another.
Conteúdo criado para responder perguntas de forma clara e conversacional está se tornando o novo padrão. Títulos em formato de pergunta, parágrafos curtos, informações estruturadas, seções de perguntas frequentes e dados verificáveis facilitam a identificação e a síntese de informações por mecanismos de busca generativos. Relatórios recentes mostram que textos atualizados com frequência e organizados com títulos hierárquicos melhoram significativamente sua visibilidade em mecanismos de IA.
Nesse contexto, a autoridade assume, mais uma vez, um componente profundamente humano. O modelo EEAT (experiência, especialização, autoridade e confiabilidade) está se consolidando como a referência para o conteúdo que a inteligência artificial escolhe citar. Marcas que demonstram verdadeira especialização, assinam seu conteúdo e tornam suas fontes transparentes fortalecem sua credibilidade digital.
“A autoridade digital não é mais conquistada pelo volume, mas pela verdade. Os sistemas de inteligência artificial confiam em marcas que documentam seu trabalho, demonstram expertise e se comunicam com propósito”, acrescenta Hochstein. Para o turismo, um setor onde a confiança e a reputação influenciam diretamente as escolhas, esse fator é crucial.
Preparar-se para esse novo cenário envolve pensar no conteúdo como uma ferramenta estratégica. Criar informações originais com autoria visível, publicar análises e opiniões de especialistas, manter a consistência em todos os canais, construir reputação por meio de menções e avaliações e atualizar constantemente são ações essenciais para manter a relevância.
Além da otimização técnica, a visibilidade digital é construída a longo prazo. Em um ambiente onde as máquinas interpretam tom, clareza e propósito, a autenticidade e a consistência se posicionam como os principais ativos para que as marcas de turismo se mantenham confiáveis e competitivas.
Fonte: another